COLUNISTAS
ADALGISA FERREIRAAdalgisa Ferreira da Silva, casada há 13 anos, mãe do André Luiz Ferreira Peres, (09) anos. É graduada em Educação Infantil (Normal Superior) pela Unipac e Secretária Executiva da Câmara Municipal de Claro dos Poções desde janeiro de 1999. foi locutora de rádio comunitária na extinta 106,1 FM durante 08 anos e durante os 03 meses de caráter experimental da rádio Cidade FM. Sempre que solicitada presta serviços como mestre de cerimônia em eventos. E-mail: gisacmcp@hotmail.com
26/05/2009ATUAÇÃO DAS CÂMARAS MUNICIPAISMuitas das críticas que se fazem das Câmaras são injustificadas. Refletem ignorância generalizada do seu verdadeiro papel, uma pressa leviana em ver decididas rapidamente questões que, por sua natureza, exigem estudo e debates demorados; e o fato de que, sendo as sessões da Câmara abertas ao público, este toma conhecimento de posições e pontos de vista de vereadores, que, às vezes não são do agrado de certas pessoas ou grupos. Nesse último aspecto, especialmente, a Câmara leva grande desvantagem sobre o Executivo que decide as questões internamente, sem a presença incômoda de estranhos e sem o escrutínio da opinião pública naquelas ocasiões.
Diz-se também das câmaras que são lugares de tumulto, que seu ambiente de trabalho é incompatível com decisões sérias. Ora, pela própria franqueza e liberdade típicas do debate parlamentar, é natural que as discussões da Câmara sejam, às vezes, inflamadas, com excessos de linguagem e até de países tidos como os mais civilizados ou de maior tradição democrática. O trabalho mais importante das câmaras é quase sempre feito não no plenário, mas nas comissões, onde reina mais calma e geralmente não há a presença de público formando platéia propícia à exibição da oratória inflamada, como nas sessões plenárias.
Tratar de assuntos sérios com pouca gravidade não é privilégio do Legislativo. O Executivo, decidindo sem a presença de platéia diretamente interessadas nas decisões que estão sendo tomadas, não está sujeito à tentação dos excessos de oratória e da discussão acalorada para efeito externo. Nem por isso muitas de suas ações deixam de ser contrárias ao bom senso, ao bem comum ou destituídas, às vezes, de qualquer seriedade.
Finalmente, é comum ouvirem-se críticas ao baixo nível cultural das Câmaras. Num país onde ainda há muitos milhões de analfabetos e em que somente uma pequeníssima parte da população completou o curso secundário, impraticável que as Câmaras fossem constituídas, na sua maioria, de doutores ou de pessoas cultas. Nesse caso, a representação popular estaria certamente falsificada e a Câmara deixaria de refletir a verdadeira composição cultural da população. Em nenhum país democrático exigem-se requisitos especiais de escolaridade para que alguém possa concorrer a cargos eletivos; geralmente quem pode votar também pode ser votado. Ademais, não é o grau de cultura que garante ao vereador a idoneidade moral e a capacidade de conhecer os problemas do município e de agir de acordo com o bom senso e o bem comum. Se ele tiver essas virtudes certamente será e atuará como um bom parlamentar.
São procedentes, entretanto, as afirmativas de que, muitas vezes, certas Câmaras se desviam dos princípios do bem comum e das práticas democráticas, agindo em função de interesses personalistas, esquecendo-se de que existem para servir à comunidade e não para privilegiar os que menos precisam, em detrimento dos demais. Mais frequentemente ainda, certas Câmaras se descaminham para o que se chama de politicagem, que é a política deformada ou viciada por práticas que contrariam o bem comum e o processo democrático. A politicagem pode tomar várias formas, como a defesa de interesses personalistas e a barganha imoral.
As atitudes demagógicas desse e de outros tipos somente contribuem para o desprestígio das Câmaras e da instituição municipal como um todo. Qualquer esforço para fortalecer o município, portanto, deve incluir o aperfeiçoamento das práticas de governo e a administração pelos dois ramos do Governo Municipal.
Claro dos Poções - ATUAÇÃO DAS CÂMARAS MUNICIPAIS, por Adalgisa FerreiraUberlândia - kaka_udi@yahoo.com.br - 26/06/2010 às 19:53
Adalgisa,
Parabéns pelo artigo, que apesar de ser bastante breve e objetivo consegue transmitir o recado aos leitores que acusam as câmaras, sem pleno conhecimento do que é, representar o povo de um municipio; mais uma vez parabéns !!!!!!!
João Adilson - jlotemoc@yahoo.com.br - 26/07/2009 às 22:12
Um dia, tomare que este chegue logo, os cidadãos de Claro dos Poções irão dar importância a esta frase :"Insanidade é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes".
Isto siguinifica que é loucura acreditar que vereadores que tenham a mesma filosofia do ganha(eles) perdemos(nós) possam mudar alguma coisa nesta cidade.
Estes ai fazem sempre a mesma coisa, impõem uma cultura que diz que é impossivél melhorar esta cidade. E eles estão certos, pois não acreditam que o seu trabalho tem um poder de mudança e transformação.
CLEITON LEITE COUTINHO - 24/07/2009 às 17:26
Olá Adalgisa, parabéns pelo artigo, certamente quando os nossos nobres edis na sua maioria entender o papel importante que esta casa tem, certamente teremos um grande avanço democratico neste país, mas não é só o parlamentar que deve se ater ao seu papel o povo precisa deixar essa mascara de vitima de lado e começar a votar com cidadania e fiscalizar de igual forma. Isso se faz com conceito de ética de respeito, dignidade e amor próprio, ai temos o sufrágil que é o elemento de Poder do Povo é como um diamante e deve ser usado com tal nobreza, quando somos chamados as urnas. Por isso diga NÂO ao Coronelismo, Clienteismo, Populismo, e tantos outros ismos que desmoralizam a dignidade de nossa gente conquistada a tanto sangue e suor que é o direito do voto, ele é seu, não tem preço, na urna é você e sua consciencia, por isso é o nosso poder legislativo desde as camaras de vereadores até o Congresso Nacional, reflexo de seu povo, se é ruim o povo que elegeu, se é bom também foi o povo. Parabéns pelo artigo novamente, política é ruim de discutir mas existe e manda em tudo.
Josilma / Ulbra - 02/06/2009 às 22:03
O papel do vereador é: Legislar, fiscalizar, Sugerir e Representar.
O vereador é, ao mesmo tempo, porta voz da população, do partido que representa e de movimentos organizados, podendo inclusive organizar seminários, debates e audiências públicas, pois são como caixa de ressonância dos interesses gerais. Juntos, eles têm até o poder de afastar o prefeito. Portanto valem muito.